Reflexões sobre a Riqueza e o Sucesso (parte 2)



Desde que decidi conhecer o sucesso, o aprendizado tem sido gigantesco! O que mais me marcou foi que eu, durante muito tempo, não entendia o que é sucesso e muito menos as suas causas, por isso não queria tê-lo. Sempre acreditei que fosse algo que corrompesse as pessoas, também pensava que seria muito difícil consegui-lo e que eu teria de me sacrificar demais para obtê-lo.


Foi então que eu me deparei com o livro “As sete leis espirituais do sucesso” no qual Deepak Chopra aborda atitudes cotidianas e simples podem transformar a vida de alguém do fracasso ao sucesso em pouco tempo. Ao praticar essas leis, minha vida começou a mudar. Decidi desenhar, projetar, escolher como eu gostaria que minha vida fosse. (Re)descobri o meu propósito de vida e passei a lutar por ele, sonhar com ele, trabalhar por ele e pagar o preço para que ele se concretize. Claro que o aprendizado não parou por aí e tenho aprendido a cada dia. Mas, o mais importante: Eu assumi a responsabilidade pelos meus resultados, e o sucesso tem decorrido disso.


É neste sentido que quero falar hoje sobre a autorresponsabilidade como fator primordial para conseguir riqueza e sucesso. Segundo Dr Paulo Vieira, no livro Fator de Enriquecimento, “Autorresponsabilidade é a crença, certeza, filosofia de vida, conduta moral de reconhecer que está tudo certo e que cada um tem a vida que merece, ciente de que não há coincidências, mas um processo sistemático de plantação e colheita”.

Em um primeiro olhar, essa definição parece bastante cruel e não verdadeira. Porém, com um pouco mais de calma, enxergamos que, na vida real, praticamente tudo o que nos acontece é, de alguma forma, uma escolha pessoal. Ou seja, eu colho aquilo que eu planto. Ressalto que para entender a autorresponsabilidade, o pensamento deve se manter naquilo que temos controle e não no que não temos. Um amigo me questionou o seguinte recentemente: “...vivo para ter uma vida que eu acredito merecer, mas sei também que não estou no controle de todas as coisas.. como explicar isso para as pessoas que sofreram com as guerras? Que foram mortas por animais? Crianças que foram estupradas e mortas? Existem infinitos casos que eu discordo dessa afirmação...” Minha resposta foi: Claro que tragédias acontecem com todos, eu mesmo já passei por algumas, amigo... mas aí entra o princípio 10/90: de tudo o que me acontece (100%), apenas 10 % são frutos das circunstâncias, os outros 90% sou eu quem define o que vai acontecer, ou seja “O que eu escolho fazer disso tudo?” “Como eu me autorreesponsabilizo pelos resultados?”


Gosto muito de salientar que responsabilidade é diferente de culpa. Enquanto a Culpa paralisa, a responsabilidade mobiliza. Numa tragédia, a conduta autorresponsável não é questionar se eu mereci ou não (esse pensamento é imaturo e infantil). Pessoas sem autorresponsabilidade vão questionar a Deus, vão por a culpa nos pais, no governo, na cultura, mas não vão tentar enxergar o que é preciso fazer diante dessa situação. Em outras palavras: “Mas... E agora? Qual a minha escolha? Me vitimizar? Culpar alguém? Ou assumir a responsabilidade pelo que acontece dali pra frente.


É nesse sentido que cada um tem a vida que merece. Cada um colherá o que plantar diante das suas escolhas. Eu não consigo controlar o clima; o governo; a economia ou a mentalidade das pessoas. Mas ha uma série de escolhas que EU posso fazer a respeito desses itens: eu posso olhar a previsão do tempo antes de sair de casa ou andar com guarda-chuvas; eu posso cumprir as leis e ser um bom cidadão, posso votar conscientemente e divulgar um bom candidato; posso aprender sobre economia e entender como tirar melhor proveito do mercado do jeito que é (em vez de reclamar dele, como a maioria); por fim, posso escolher com quem quero me relacionar (Não posso controlar o pensamento das pessoas, mas posso escolher se vou andar com elas ou não).


O grande problema começa quando eu não tenho autorresponsabilidade e não olho para a regra, mas sim para as exceções e brechas procurando desculpas para não cumpri-las. Este é o início do fracasso. Se você deseja ter uma vida bem sucedida e abundante financeiramente, assumir que você é o único responsável por atingir isso, é o primeiro passo. Eu já tomei a minha decisão e, a cada dia, tenho conquistado pequenas vitórias. Tenho celebrado com elas e aprendido a cada dia mais. E você? Qual a sua escolha? O quanto você tem sido autorresponsável e agido massivamente para concretizar seus sonhos?